segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Indianismo G8


Galeria Olido enfoca cultura indígena com programação temática

Secretaria Municipal da Cultura


Mostra de cinema, exposição e outras atividades integram o projeto 'Agosto Indígena', que se estende até dia 19

Entre os dias 5 e 19, a Galeria Olido recebe o projeto Agosto Indígena que reúne mostra de cinema no Cine Olido, com ingresso a R$ 1, e exposição no primeiro andar, com entrada franca.

Os curtas e longas-metragens selecionados são ficcionais e documentários, boa parte deles tem direção de cineastas indígenas. As exibições são seguidas por debates com diretores, ativistas, realizadores e pesquisadores. A programação inclui também a exposição “Nhande kuery São Paulo Pygua - Os guarani da cidade de São Paulo”, que apresenta fotografias, vídeos e objetos tradicionais.

A iniciativa é umas das ações do Programa Aldeias, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), que promoveu diversos trabalhos de valorização cultural e fortalecimento político nas aldeias Guarani da Terra Indígena Jaraguá (zona norte) e da Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros (zona sul).

Confira a programação da Mostra Agosto Indígena
De 05 a 19 de agosto
Ingressos: R$ 1,00 (inteira) / R$ 0,50 (meia)

Em comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado no dia 09 de agosto, a Galeria Olido realiza a "1a Mostra Agosto Indígena no Cine Olido". Serão exibidos 27 filmes explorando a diversidade cultural dos povos indígenas no Brasil, sob suas diferentes perspectivas, com ênfase na luta pelos direitos territoriais, a produção de cineastas indígenas e na relação entre esses e outros parceiros não indígenas. Além disso, o evento celebra a existências de duas terras indígenas do povo Guarani no município.

PROGRAMA GUARANI MBYA DE SP – NHANDEKUERY SÃO PAULO PYGUA

SOBRE AQUELE QUE QUASE SE TRANSFORMOU - OJEPOTA RAI VA'E REGUA, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porá
Brasil, 2012, 14min, Projeção Digital
Um jovem recém-casado vai constantemente à mata olhar suas armadilhas, até que um dia encontra sua cunhada, irmã mais nova de sua mulher. Curta-metragem realizado durante oficinas de formação audiovisual na aldeia guarani Tenonde Porã.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

CESTARIA GUARANI - AJAKA PARA REGUA, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porã
Brasil, 2011, 15min, Projeção Digital
Pequeno documentário sobre os saberes artesanais guarani relacionados ao ajaka, cesto guarani que tem a taquara como matéria-prima. O filme traz imagens das oficinas de fortalecimento dessa prática e entrevistas com os participantes.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

A DANÇA DOS XONDARO – XONDARO HA’E GUI XONDARIA JEROKY, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porá
Brasil, 2011, 15min, Projeção Digital
Projeto de fortalecimento da dança “Xondaro”, realizado pela aldeia guarani Tenonde Porã em parceria com a aldeia Rio Silveira.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

SEMENTES TRADICIONAL – NHANHOTY, realizado por Programa Aldeias
Brasil, 2011, 5min, Projeção Digital
Nhanhoty – Semente Tradicional Guarani é o registro de um projeto realizado pela comunidade Guarani Mbya das aldeias Tenonde Porã e Kalipety, na cidade de São Paulo
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

FORTALECENDO NOSSA CASA DE REZA - NHAMOMBARAETE NHANDE ROPY'I, Programa Aldeias
Brasil, 2015, 10min, Projeção Digital
Filme demonstra a importância do fumo de corda – Petỹ – que é parte essencial da cultura Guarani Mbya, usado principalmente na Casa de rezas. Através da fumaça, os xeramõi kuery se comunicam com os Nhanderu kuery (divindades) quando realizam os rituais sagrados de cura, consagração, batismo, danças e cantos
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

O CONTO DA CORUJA - URU KURE’A, realizado por Grupo de audiovisual de Tenonde Porã
Brasil, 2010, 13min, Projeção Digital
A história da coruja, um conto típico da cultura guarani, revela a cosmogonia e a ética de respeito entre os homens, os espíritos e a mata.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

MANOÁ – A LENDA DAS QUEIXADAS, de José Alberto Mendes
Brasil, 2002, 20min
Djekupe, jovem pai guarani, resolve caçar mesmo contra os protestos de sua mulher. No interior da mata, encontra três índias que prometem levá-lo à terra onde nada perece: yvy marã e’y.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

SERRAS DA DESORDEM, de Andrea Tonacci
Brasil, 2006, 135min, 35mm.
Carapirú é um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial.
| Dia 06.08, 15h
| Dia 13.08, 15h

O MESTRE E O DIVINO
Brasil, 2013, 85min
Dois cineastas retratam a vida na aldeia e na missão de Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário Alemão, que logo depois do contato com os índios, em 1957 começa a filmar com sua câmera Super-8; e Divino Tserewahu, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90.
| Dia 06.08, 17h
| Dia 02.08, 17h

PROGRAMA CINEASTAS INDÍGENAS II:

SHOMÕTSI, de Wewito Piyãko
Brasil, 2001, 42min
Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashenika da fronteira do Brasil com o Peru. Professor e um dos videoastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio turrão e divertido
| Dia 07.08, 15h
| Dia 14.08, 19h

BICICLETAS DE NHANDERU, de Patrícia Ferreira
Brasil, 2011, 48min, Projeção Digital
Uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.
| Dia 07.08, 15h
| Dia 14.08, 19h

PROGRAMA LUTA PELA TERRA:

AGUYJEVETE PARA QUEM LUTA!, realizado por Comissão Guarani Yvyrupa / Coletivo ReVira-Lata
Brasil, 2014, 31min, Projeção Digital
Pequena coletânea de vídeo-manifestos e documentários dos atos políticos realizados pelos Guarani no último ano em São Paulo.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

O RETORNO DA TERRA TUPINAMBÁ, de Daniela Alarcon
Brasil, 2015, 24min, Projeção Digital
O filme documenta a luta pelas terras tupinambás, localizadas na região Sul do Estado da Bahia, em 2010. Estas terras haviam sido tomadas por fazendeiros no auge da produção do cacau, com o coronelismo no Nordeste Brasileiro.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

FLOR BRILHANTE E AS CICATRIZES DA PEDRA, de Jade Rainho
Brasil, 2012, 28min
Flor Brilhante é a matriarca de uma família indígena de rezadores Guarani-Kaiowá que vive na reserva de Dourados-MS, cerceados de seu modo de viver originário, tentam sobreviver preservando conhecimentos e hábitos da cultura dos antigos, enquanto convivem com os efeitos e mazelas causados pelas explosões continuas de uma usina de asfalto, que dinamita e explora uma pedra sagrada no território da aldeia há mais de 40 anos.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

À SOMBRA DE UM DELIRIO VERDE, de Cristiano Navarro
Brasil, 2011, 29min
Filme denúncia o impacto do agronegócio de cana sobre as terras kaiowa e guarani.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

PROGRAMA OLHARES COMPARTILHADOS:

O ESPÍRITO DA TV, de Vincent Carelli
Brasil, 1990, 18min
As emoções e reflexões dos índios Waiãpi ao verem, pela primeira vez, a sua própria imagem e a de outros grupos indígenas num aparelho de televisão.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

A ARCA DE ZO’É, de Vincent Carelli
Brasil, 1993, 22min
Os índios Waiãpi, que conheceram a tribo Zo’é através de imagens em vídeo, decidem ir ao encontro destes índios recém contactados no norte do Pará e documentá-los.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

MBRAKA A PALAVRA QUE AGE, de Edgar Teodoro da Cunha
Brasil, 2010, 26min, Projeção Digital
A partir de entrevistas com os xamãs nhanderu, e de registros dos seus cantos, danças e cerimônias, o filme aborda o universo dos cantos xamânicos por meio dos aspectos performáticos da palavra.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

KUSIWARÃ - AS MARCAS E CRIATURAS DE COBRA GRANDE, de Domimique Galloise e Gianni Puzzo
Brasil, 2010, 26min
O documentário trata das formas de criação e recriação dos padrões gráficos que constituem um dos saberes valiosos apropriados pelos Wajãpi em seus contatos com os donos da água e da floresta.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

JEPEA’YTA – A LENHA PRINCIPAL, de Gilmar Galache e Nataly Foscaches
Brasil, 2012, 24min, Projeção Digital
Jepea`yta - A lenha principal" traz à tona a discussão sobre as experiências de aprendizagem e apropriação das novas tecnologias pelos realizadores indígenas, as frustrações dos projetos sem uma continuidade garantida e os mecanismos de resistência das comunidades atingidas.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

A NAÇÃO QUE NÃO ESPEROU POR DEUS, de Lucia Murat
(1h 29 min)
Brasil, 2015, 119min
O filme registrar o impacto provocado na reserva kadiwéu pela chegada da eletricidade e com ela a televisão e mostra a luta da comunidade pela retomada de suas terras, invadidas por pecuaristas.
| Dia 09.08, 15h

AS HIPER MULHERES
Brasil, 2011, 80min
Com receio que sua esposa já idosa venha a falecer, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.
| Dia 09.08, 17h
| Dia 12.08, 19h

TERRA VERMELHA, de Marcos Bechis
BRA/ITA, 2008, 108min, DVD
Baseado em fatos reais o filme narra a história de uma comunidade indígena que, após o suicídio de duas meninas, decidem recuperar a terra que foi dominada por fazendeiros na região.
| Dia 11.08, 15h

CINEASTAS INDÍGENAS I:

SHUKU SHUKUWE - A VIDA PARA SEMPRE, de Agostinho Manduca Mateus
Brasil, 2012, 43min
Por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe, a vida é para sempre. Ouviram as árvores, as cobras, os caranguejos. Ouviram todos os seres que trocam suas peles e cascas. Por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe. Mas a inocente não soube ouvi-lo em silêncio. E a vida se tornou breve.
| Dia 14.08, 15h

PI’ÕNHITSI, MULHERES XAVANTE SEM NOME, de Divino Tserewahú
Brasil, 2009, 56min
Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização desta festa.
| Dia 14.08, 15h

GUAIRAKA’I JÁ – O DONO DA LONTRA
Brasil, 2012,11min
Segundo os Guarani-Mbya, todos os seres que habitam este mundo têm algum espírito-dono que zela por eles, inclusive os animais de caça. Alguns desses "donos" podem ser especialmente vingativos, caso se sintam desrespeitados.
| Dia 14.08, 15h

O RETORNO DA TERRA TUPINAMBÁ, de Daniela Alarcon
Brasil, 2015, 25min
Há dez anos, os Tupinambá esperam a conclusão do processo de demarcação de sua terra. Nesse quadro, vêm realizando ações coletivas conhecidas como retomadas de terras, recuperando numerosas áreas no interior de seu território que estavam em posse de não-indígenas. Por essa razão, têm sido alvos de criminalização e ataques violentos, tanto por parte do Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à garantia de seus direitos.
| Dia 18.08, 15h

CORUMBIARA, de Vincent Carelli
Brasil, 2009, 90min. Com Vincente Carelli e Marcelo Santos
Por mais de 20 anos, antropólogo Marcelo Santos e cineasta Vincent Carelli buscam evidências para incriminar fazendeiros pelo massacre da tribo Corumbiara na região de Rondônia.
| Dia 19.08, 14h

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Grupo 11-Gênero Social



"Estupra ela para ela saber o que é ser encoxada de verdade". Jovem de 17 anos sofre abuso coletivo após reclamar de encoxador no metrô. Grupo de pessoas ficou ao lado do agressor, enquanto outra testemunha ajudou a vítima.
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De acordo com um relato publicado nas redes sociais, a jovem teria pedido para o agressor parar de encoxá-la, quando ele iniciou uma discussão. Foi então que uma terceira pessoa teria gritado: “Estupra ela para ela saber o que é ser encoxada de verdade”. Então o suspeito e outro homem teriam agarrado no braço da vítima embalados pelos gritos de um grupo de pessoas que dizia: “Estupra, estupra”.
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A testemunha ajudou a vítima a sair do vagão e, junto com ela, procurou os funcionários do Metrô para pedir ajuda. Foi quando os funcionários teriam dito que nada poderia ser feito e que a jovem era a única que poderia depor, que o depoimento da testemunha não seria considerado. Acontece que, segundo o relato, a vítima estava em choque e em prantos, totalmente sem condições de falar.

A vítima então ligou para parentes e a testemunha aguardou a chegada deles para seguir viagem.
O namorado da vítima também está em contato com o Metrô para conseguir explicações.

Metrô diz que não encontrou imagens do abuso

A assessoria de imprensa do Metrô afirmou que analisou as imagens da estação Bresser/Mooca e da SSO (Sala de Supervisão Operacional) da estação, mas não encontrou a cena onde a vítima e a jovem que a ajudou aparecem.
informações de R7 e O Tempo.



09/09/2015 11h58 - Atualizado em 09/09/2015 14h17

Servidores da Câmara fazem protesto contra regras sobre vestimenta

Com cartazes, mulheres questionam veto a determinados tipos de trajes.
Proposta prevê proibição a saias curtas, chapéus e decotes acentuados.

Isabella CalzolariDo G1 DF
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Servidoras da Câmara dos Deputados fizeram um ato na manhã desta quarta-feira (9) no hall da taquigrafia da Casa em protesto contra as regras de vestimenta que estão sendo analisadas pela Mesa Diretora. O protesto ganhou a adesão de servidores que também seriam afetados pelas regras, caso elas sejam implementadas.
Áurea Silva, servidora da Câmara

Entre as propostas em discussão está o veto ao uso de saias acima do joelho ou roupas com decotes acentuados, por exemplo. Para os homens, passaria a ser barrado o uso de camisetas de time futebol e de chapéus. O uso de tênis estaria liberado apenas para quem trabalha muito tempo em pé e, ainda assim, sem cores "berrantes".

A ideia de se criar um "código de vestimenta" foi da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). "A mudança é para preservar o decoro, respeito e austeridade do Poder Legislativo", disse a parlamentar à TV Globo. Não há data para que as propostas sejam aprovadas ou rejeitadas.

As mulheres fizeram a manifestação cobertas por um lenço na cabeça e homens colocaram chapéus. As servidora entoaram em coro frases como "mais ética, menos estética" e "cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote".
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Ativistas durante protesto na Câmara dos Deputados (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Grupo - 9 Orientais

                                                                                                

Cultura Chinesa está presente na vida dos brasileiros
Relações internacionais

Elementos da cultura oriental podem ser percebidos nas artes, arquitetura, gastronomia, festividades e agora influenciam também a medicina.



por Portal Brasil Publicado: 17/07/2014


Dança Leão é uma forma de cultura chinesa 

Um está localizado no hemisfério oriental, tem um sistema socialista em seu governo e é o quarto maior país do mundo. O outro se encontra no ocidente, tem uma forte estrutura federativa e é o quinto maior país do planeta. Apesar das grandes diferenças políticas e culturais, além da distância geográfica entre China e Brasil, os contatos entre os dois povos já contam com uma longa tradição.Desde o início do Século XIX, agricultores chineses de chá já atravessavam os vastos oceanos para chegar ao Brasil. Eles estabeleceram uma sólida amizade com o povo local, marcando o início dos contatos amistosos entre as duas civilizações.

O Brasil tem um grande poder de absorção cultural e sempre houve algo de oriental contrastando com suas características ocidentais. Não é difícil notar os elementos culturais da China em diversos aspectos da cultura e na vida dos brasileiros.


Arquitetura

Na arquitetura brasileira, a influência chinesa se revela de várias maneiras. Segundo o estudo do professor José Roberto Teixeira Leite, a influência chinesa existe tanto no desenho ornamental como no estilo exterior de algumas construções. Algumas construções são "edificadas sobre plataformas de pedra, técnica comum na China desde tempos imemorais."

A Igreja Nossa Senhora do Ó, em Sabará (MG), construída em 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquitetura externa e na decoração interna.

Artes marciais

A arte marcial Tai Chi Chuan já virou uma moda no Brasil. Hoje em dia, a prática é muito comum e pode ser encontrada em academias, centros de terapias chinesas, e alguns professores também costumam dar aulas ao ar livre. No início de 2007, a manifestação cultural popular de Tai Chi Chuan na Praça da Harmonia Universal, na Asa Norte de Brasília, praticada há mais de 30 anos sob a orientação do Mestre Woo, foi declarada patrimônio cultural de Brasília e incluída no calendário de eventos oficiais do Distrito Federal. 

Ano Novo chinês

A celebração do Ano Novo Chinês na Praça da Liberdade em São Paulo já se tornou um evento cultural importante e entrou no calendário oficial da cidade de São Paulo. Todos os anos, centenas de milhares de pessoas - entre eles muitos brasileiros - participam do evento, que inclui atrações musicais, exposições de arte, apresentações de artes marciais e dança, além de festivais gastronômicos.

“Essa festa simboliza toda a bagagem cultural chinesa e a divulga ao ocidente. Na festa temos diferentes manifestações artísticas, que traduzem festa e alegria sempre com a intenção de comemorar e reverenciar a colheita e a fartura, agradecendo aos elementos e aos deuses”, define Selma Sakate, diretora da Academia 7 Esferas do Tao.

Cultura Brasileira na China

O Brasil era praticamente desconhecido na China até poucas décadas atrás, quando os dois países começaram a se aproximar de forma mais efetiva. O registro mais antigo nos livros chineses sobre o Brasil data da dinastia Qing (1964-1911), num livro medicinal. Segundo esse registro, o Brasil era um lugar maravilhoso, terra fértil, cheio de animais e aves exóticas.

A novela Escrava Isaura, protagonizada pela Lucélia Santos e uma turnê da dupla caipira Milionário e José Rico, que em 1986 cantou para um público de 80 milhões de chineses, deram à China uma primeira oportunidade de conhecer um pouco melhor o Brasil.

Desde esse "surto brasileiro" na China, um grande número de autores brasileiros foram traduzidos para chinês. Entre as obras de maior sucesso estão "os Sertões", de Euclides da Cunha; " A Escrava Isaura", de Bernardo Guimarães; "A Trilogia de Ilusão Desvanecida" e "Dom Casmurro", de Machado de Assis; "Vidas Secas" de Graciliano Ramos; "Incidente em Antares", de Érico Veríssimo; "O Silêncio da Confissão", de Joseu Montello; e "Norte das Águas", de José Sarney. Jorge Amado é o escritor brasileiro mais conhecido na China, com 13 obras publicadas em mandarim.

Todos os anos, grupos brasileiros de samba fazem apresentações em quatro cantos da China e já se pode ouvir MPB em muitos bares das grandes cidades. As churrascarias brasileiras também se espalharam por muitas cidades chinesas, se transformando em uma moda na gastronomia local. 

Mas, sem dúvida, é o futebol que continua sendo o maior meio de divulgação da imagem do Brasil na China. Pelé, Zico, Falcão, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho e Kaká são conhecidos por quase todos os chineses e não poucos jogadores brasileiros atuando no Campeonato Chinês de Futebol.


Eventos culturais

Os dois governos estão desempenhando um papel muito importante na promoção de intercâmbio cultural entre os dois países. Em 1985, foi assinado o Acordo de Cooperação Cultural e Educacional entre o Governo da República Popular da China e o Governo da República Federativa do Brasil. A partir daí, foram assinados vários programas executivas entre os dois governos, que garantiram o intercâmbio cultural regular.

Nos últimos anos, tiveram lugar na China o Festival de Filmes do Brasil, a Exposição de Arte Indígena e várias exposições de artistas plásticos brasileiros. Em 2007, o grupo de Samba de Roda de Recôncavo de Bahia marcou presença no Festival Internacional de Patrimônios Imateriais de Chengdu da China e caiu no gosto dos chineses. Foi realizado o evento Foco no Brasil no âmbito do Festival Internacional de Filmes de Xangai.

Ao mesmo tempo, cada vez mais manifestações culturais chinesas estão sendo levadas ao conhecimento do público brasileiro. Ópera de Pequim, acrobacia e danças chinesas são bem apreciadas por brasileiros.

A exposição de "Guerreiros de Terracota", realizada em São Paulo, em 2003, foi visitada por mais de 800 mil pessoas, tornado-se uma das exposições mais visitadas no Brasil.


Educação

Na área de Educação, foi assinado um convênio de cooperação entre os dois Ministérios da Educação, no qual está prevista a troca de bolsistas. Muitos estudantes brasileiros estão escolhendo a China como destino de estudo e vice-versa.

Medicina chinesa

Na medicina, a acupuntura, técnica praticada há mais de quatro mil anos na China, é cada vez mais aceita e utilizada no Brasil para tratar doenças diversas e vem se expandindo como prática alternativa ou medicina complementar em clínicas particulares e serviços públicos de saúde. Em algumas universidades brasileiras, são ministrados cursos superiores de acupuntura, em nível de Pós-Graduação, para profissionais de saúde.



Fonte:





Branquidade

 SÓ PORQUE EU SOU BRANQUINHA: DISPUTAS REPRESENTACIONAIS DA IDENTIDADE NACIONAL NO CASO DO CASAL DA COPA 2014
Erly Guedes Barbosa         


Resumo

Este artigo analisa a disputa pelo controle representacional do Brasil por meio de discursos midiáticos no episódio do ‘casal da Copa’, como ficou conhecido o caso de suposta substituição da dupla de artistas negros Camila Pitanga e Lázaro Ramos pelos artistas brancos Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert no posto de mestres de cerimônia do evento de Sorteio de Chaves da Copa 2014. Os antecedentes do episódio, textos de especialistas e jornalistas, e declarações dos artistas envolvidos são analisados à luz dos estudos culturais. Nas ficções surgidas no debate público, branquitude e mestiçagem emergem como noções agenciadas nos embates pelo controle representacional do país e da construção de sua identidade social.

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