"Estupra ela
para ela saber o que é ser encoxada de verdade". Jovem de 17 anos sofre
abuso coletivo após reclamar de encoxador no metrô. Grupo de pessoas ficou ao
lado do agressor, enquanto outra testemunha ajudou a vítima.
De acordo com um relato
publicado nas redes sociais, a jovem teria pedido para o agressor parar de
encoxá-la, quando ele iniciou uma discussão. Foi então que uma terceira pessoa
teria gritado: “Estupra ela para ela saber o que é ser encoxada de verdade”.
Então o suspeito e outro homem teriam agarrado no braço da vítima embalados pelos
gritos de um grupo de pessoas que dizia: “Estupra, estupra”.
A testemunha ajudou a
vítima a sair do vagão e, junto com ela, procurou os funcionários do Metrô para
pedir ajuda. Foi quando os funcionários teriam dito que nada poderia ser feito
e que a jovem era a única que poderia depor, que o depoimento da testemunha não
seria considerado. Acontece que, segundo o relato, a vítima estava em choque e
em prantos, totalmente sem condições de falar.
A vítima então ligou para
parentes e a testemunha aguardou a chegada deles para seguir viagem.
O namorado da vítima
também está em contato com o Metrô para conseguir explicações.
Metrô diz que
não encontrou imagens do abuso
A assessoria de imprensa
do Metrô afirmou que analisou as imagens da estação Bresser/Mooca e da SSO
(Sala de Supervisão Operacional) da estação, mas não encontrou a cena onde a
vítima e a jovem que a ajudou aparecem.
informações de R7 e O Tempo.
09/09/2015
11h58 - Atualizado em 09/09/2015 14h17
Servidores da Câmara fazem protesto contra regras sobre
vestimenta
Com cartazes,
mulheres questionam veto a determinados tipos de trajes.
Proposta prevê proibição a saias curtas, chapéus e decotes acentuados.
Isabella CalzolariDo G1 DF
Servidoras da Câmara dos Deputados fizeram um ato na manhã desta quarta-feira (9) no hall da taquigrafia da Casa em protesto contra as regras de vestimenta que estão sendo analisadas pela Mesa Diretora. O protesto ganhou a adesão de servidores que também seriam afetados pelas regras, caso elas sejam implementadas.
Áurea Silva, servidora da Câmara
Entre as propostas em discussão está o veto ao uso de saias acima do joelho ou roupas com decotes acentuados, por exemplo. Para os homens, passaria a ser barrado o uso de camisetas de time futebol e de chapéus. O uso de tênis estaria liberado apenas para quem trabalha muito tempo em pé e, ainda assim, sem cores "berrantes".
A ideia de se criar um "código de vestimenta" foi da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). "A mudança é para preservar o decoro, respeito e austeridade do Poder Legislativo", disse a parlamentar à TV Globo. Não há data para que as propostas sejam aprovadas ou rejeitadas.
As mulheres fizeram a manifestação cobertas por um lenço na cabeça e homens colocaram chapéus. As servidora entoaram em coro frases como "mais ética, menos estética" e "cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote".
Ativistas
durante protesto na Câmara dos Deputados (Foto: Isabella Calzolari/G1)
Esse tipo de agressão contra a mulher tanto física ou moral e muito comum como diz:(Alavares e Pitanguy 1985) “para a mulher conquistar um ideal ela luta contra uma construção sócio cultural que varia para cada região” mas mesmo que seja difícil ela tem que lutar pra que aja uma mudança significativa pois a falta de cultura no ambiente em que se vive não justifica mais tanta agressão, para (Swain 2001) “A conduta do homem e da mulher se modificam junto com a sociedade, ou seja, são transformadas através do tempo e não determinadas pelo sexo superior (Homem)e frágil (Mulher)”
ResponderExcluirEssa ideia de que a mulher e sexo frágil já está mais que ultrapassada mesmo assim ainda existe homens que agridem de várias formas sendo física ou verbal, nós mulheres temos um papel importante na sociedade, e o modo em que nos vestimos não nos impede de ter uma conduta profissional adequada e não dá o direito de homem nenhum nos assediar ou de nós encoxar dentro de um ônibus ou metrô como diz:
“A filósofa Dirnamara Guimarães é servidora da Câmara há 31 anos. Ela conta que está se sentindo constrangida com as propostas em discussão. “É uma questão sexista, mais uma vez viramos pecado”. Meu decoro não está no que eu visto e sim no meu trabalho. A liberdade também está sendo questionada.