sexta-feira, 20 de novembro de 2015


grupo 5

Introdução
Lúcio Villar,  professor universitário titular do Departamento de Comunicação da UFPB foi vítima de ataques anônimos nas redes sociais por ser nordestino, o mesmo considera o ocorrido como “Injúria contra nordestinos”  a maneira em que o internauta com pseudônimo de Gabriel Paulo se referiu a ele.




Notícia
PB Agora – Política – preconceito: paraibano doutorando da USP, é vítima de injúria na WEB por ser nordestino.
Natural de Cajazeiras, alto Sertão paraibano, o professor universitário titular do Departamento de Comunicação da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) Lúcio Vilar foi vitima de ataques anônimos nas redes sociais por ser nordestino.
O professor que está residindo em São Paulo onde cursa Doutorado na USP (Universidade de São Paulo) relatou que foi vitima de agressões no bate papo do Facebook por um pseudônimo Gabriel Paulo. No diálogo, Gabriel chama Vilar de Nordestino filho da p…, burro e ignorante.
Confira a postagem publicada pelo professor Lúcio Villar intitulada “Injúria contra nordestinos”
“O leitor é testemunha de que nas poucas vezes em que esse espaço foi usado para externar questões de fundo pessoal, excepcionalmente se reportaram ao nascimento de meus filhos. Ponto. Entretanto, nesta quarta-feira, uma nova exceção justifica a incursão na medida em que o fato a ser tornado público tem ressonâncias que extrapolam o campo estritamente pessoal. Adquire, por isso mesmo, caráter coletivo, de interesse público. O fato: fui surpreendido no último sábado com as mais estúpidas e gratuitas agressões no bate-papo do Facebook, reproduzidas abaixo, com identificação do autor (certamente fake), com o qual não tenho qualquer vínculo ou conhecimento”, frisou.
Confira a transcrição do diálogo:  
Início da conversa no bate-papo  
Sábado 11:05  
Gabriel Paulo: Seu paraiba pobre burro fudido! Nunca será. Miseravel ignorante comedor de areia! Petista imbecil! Vai aprender a ler filho da p… antes de sair procriando q nem rato!Volta pra tua terra miserável!!!Nordestino filho da p…! Aposto q vive de migalha do governo. Babão comedor de areia. Nunca será! Zé povinho! Gentalha como vc tem que ser exterminada pra nao procriar mais! ​   
O professor sertanejo deu a sua opinião sobre o assunto:         
“Esse tipo abjeto de manifestação é reflexo do tom beligerante que invadiu as redes sociais (especialmente os microblogs) nos últimos meses. Foi algo estimulado por sociólogos, jornalistas e até um ex-presidente após as últimas eleições presidenciais, responsabilizando os nordestinos “burros” e “analfabetos”, segundo eles, pela derrota do candidato tucano.  Para essas pessoas, a campanha ainda não acabou. Atropelam, com isso, noções de civilidade e espírito democrático, itens que deveriam nortear a política”, desabafou.  
Lucio Villar defendeu apuração para o caso.  
“Quanto ao “cidadão” em questão, espero contar com apoio do Ministério Público Federal no sentido de identificar a real identidade do autor das manifestações de preconceito e ódio, além do crime de injúria racial contra nordestinos configurado e que não deveria ficar impune”, postou.  


Comentários:
Debora Amaral 9 de setembro de 2015 05:11
Há preconceito contra nordestino, há preconceito com o homem negro, há preconceito com analfabeto, mas não há preconceito se um dos três for rico”
Frase de ―Rafael Silveira
mktjgrupopedagogas@gmail.com 2 de outubro de 2015 16:19
Que país é esse? Que país é esse em que não se fala de igualdade? Mas consumido por diversas indiferenças e intolerâncias. Que país é esse em que nos diz que perante a lei todos nós somos iguais, se a própria lei nos prova o contrário? Que país é esse consumido de inúmeros preconceitos e rótulos de todas as espécies que possa se imaginar? Que país é esse em que a própria constituição é formulada para favorecer seus próprios criadores? Talvez queiram até vender futuramente as nossas próprias almas num leilão para se enriquecerem cada vez mais. Até hoje não compreendo o porquê de tantos preconceitos e má olhares em um país totalmente diversificado de culturas, raças, línguas, uma verdadeira vitamina humana.


Objetivo:
A matéria em questão  foi postada no blog da turma de estudantes de pedagogia do quarto semestre com o objetivo de levar os leitores a uma reflexão e revisão de seus conceitos pois vivemos em um país multicultural e multirracial e estas diversidades podem e devem ser respeitadas.


Metodologia:
O preconceito está presente em diversas áreas e momentos e infelizmente em muitos casos foram adquiridos por influência familiar já que as crianças , por exemplo, não têm preconceitos a não ser que tenham o exemplo de uma pessoa com mais idade.
O país, teoricamente, através das escolas têm procurado mostrar aos estudantes as diversas culturas mas o empenho deve ser maior em relação ao respeito as diversidades e este trabalho não deve ser feito somente com o estudante mas também com as famílias, a mídia em geral também é um meio muito rico em relação ao poder de influência à conscientização das pessoas, os meios de comunicação são muito importantes para a colaboração na desconstrução  do preconceito.


Conclusão
Ao expor as ofensas sofridas Lucio Villar demonstrou não somente sua indignação mas a proposição de mudança a partir do momento em que não ficou omisso. O país têm avançado  pois já estamos vendo os negros em lugar de destaque, mulheres e nordestinos também  mas há muito para ser mudado principalmente nos meios de comunicação pois vemos nordestinos falando com seu sotaque habitual em programas de humor  mas em programas de entrevistas e telejornais os mesmos são orientados a modificar suas maneiras de falar.Embora tenhamos avançado o preconceito não acabou em muitos momentos é apenas maquiado.
Referências Bibliograficas

• PB Agora - Postado por mktjgrupopedagogas@gmail.com


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Grupo 6
                                                                                                                Deusimar Ferreira
                                                                                                                Maria de Lourdes
                                                                                                                Mirian Albino
                                                                                                                Silvana Graça
                                                                                                                Solange Freitas

1. GÊNERO NO AMBIENTE ESCOLAR “Rosa para meninas, azul para meninos Não mais!Rever velhos estereótipos e preconceitos desde a infância é a saída para um mundo mais igualitário”(BRUNA NICOLIELO)

1.1.Comentário Ainda nos dias de hoje estamos numa sociedade machista, onde se reflete nas escolas, pois as diferenças começam pelos adultos. De acordo com o texto que lemos, analisamos que o ser humano é moldado desde criança conforme o meio em que vive, reproduzindo a fala dos adultos, menino aprende que brincar de casinha e coisa de menina, e a menina aprende desde cedo que ela tem que ser dona de casa e ter boa aparência. O respeito é fundamental para um bom convívio em todos os ambientes e não deveria ser diferentes nos espaços escolares, não discordamos que a escola é um espaço de formação, em que o respeito deve ser a base para a vivência de todos os cidadãos que fazem parte deste espaço escolar. Portanto a ideologia de Gênero se refere as características sociais e culturais que formam a personalidade de homens e mulheres, e que não deveria ter desigualdade entre eles. A igualdade deveria ser uma ferramenta para a garantia de que meninos e meninas sejam livres para agir não somente na escola, mas em todos os lugares com liberdade e mostrando que são iguais e capazes, sentindo-se confortáveis sem se preocuparem em cumprir determinados papéis pré estabelecidos. É função da escola formar sujeitos que se norteiem pelos direitos humanos, respeitando uns aos outros.

2. INTRODUÇÃO A escola deve ensinar buscando a desconstrução de concepções equivocadas de gênero que são embutidas nas crianças e se refletem na idade adulta. As ações devem ser desenvolvidas de forma sutil, por meio de brincadeiras que, como diz Brougère:

“(...) brincar não é uma dinâmica interna do indivíduo, mas uma atividade dotada de uma significação social precisa que, como outras, necessita de aprendizagem”. (BROUGÈRE, 1998, p.01) Visando quebrar paradigmas e evitar conflitos entre escola, familiares e a comunidade em que está inserida.


3. OBJETIVO  Analisar a questão de gênero dentro do ambiente escolar num contexto social para que não se reproduza as desigualdades;  Estimular ações no coletivo que contribuam contra comportamentos preconceituosos;  Provocar pensamentos críticos entre todos que fazem parte da educação;  Definir práticas metodológicas que enfoque a questão de gênero no ambiente escolar;  Proporcionar condições adequadas para que as ações sejam concretizadas.


4. METODOLOGIA
4.1.Vídeo
 Era uma vez outra Maria
 Turma da Mônica
 4.2.Culinária
 4.3.Brincadeira Faz de Conta
 4.4.Brincadeira com bola

5. CONCLUSÃO
 Na educação escolar, a criança tem contato com a brincadeira em formato educacional; contudo percebemos que é nesse contexto que a mesma tem a oportunidade de conviver e estabelecer relações entre eles mesmos e também com os adultos. Sendo assim, devemos quebrar os paradigmas de que existem brinquedos de meninas e meninos. Independente de serem meninos e meninas, eles devem aprender que todos têm os mesmos direitos e deveres, portanto devem ser respeitados. Para que isso aconteça é preciso estimular as crianças a se divertirem juntos sem distinção entre elas, sem imposição de regras ou brinquedos que sejam separados por gênero.
“A ação do professor de educação infantil, como mediador das relações entre as crianças e os diversos universos sociais nos quais elas interagem, possibilitam a criação de condições para que elas possam, gradativamente, desenvolver capacidades ligadas à tomadas de decisões, à construção de regras, à cooperação, à solidariedade, ao diálogo, ao respeito à si mesma e ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado para consigo e para com os outros”. (Brasil, 1998, pág 43)
Portanto o professor poderá realizar intervenções significativas em sala de aula, podendo assim contribuir com o crescimento desta criança. Devemos, pois refletir sobre nossa pratica desenvolvida com elas, só assim teremos um resultado completo em relação ao desenvolvimento dos educandos.


BIBLIOGRAFIA Finco, Daniela. Relações de Gênero nas brincadeiras de meninos e meninas, na educação infantil. (revista quadrimestral da faculdade de educação) Campinas. V.14, nº3(42), p.109 -101, set/dez 2013. Eliot.Lise. Cerebro azul ou Rosa: O impacto das diferenças de gênero na educação, tradução de Maria Adriana Veríssimo Veronese, Porto Alegre: Penso. 2013 http://gestaoescolar.abril.com.br/equipe/respeito-diversidade-escola-racismo-diferencas- 532533.shtml http://www.uesb.br/eventos/semanapedagogia/anais/48CO.pdf http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/viewFile/13903/7958 https://www.google.com.br/search?q=meninas+brincando+com+bolinha+de+gude&sou rce=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAkQ_AUoA2oVC http://www.brafil4.com.br/servidor/saocamilosocial/conteudo/noticias_leitura.asp?Codi go_recebe=547 http://www.magnumburitis.com.br/noticias-interna/geste-pequema-tambem-faz-compra http://renascendobaby.blogspot.com.br/2011/02/brincando-de-casinha.html http://www.voagoleiro.com.br/itens-futebol-feminino/a-igualdade-de-generoprecisamos-ensinar-desde-pequenos-que-meninas-podem-e-devem-jogar-futebol


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sexualidade Infantil


 Sexualidade Infantil

GRUPO 13
ANTONIO REIS SIMÃO RA1414237
CLAUDIA MARA RA1414005
DANILA CRISTINA LEITE RA1418076
ELISABETH CIRINEU BORBA RA1416562
ELISANGELA PEREIRA RA 1413912
MARIANA DA SILVA RA 1414737


Sexualidade infantil abrange a curiosidade e o desejo das crianças conhecerem o novo, buscando questões que para os pequenos são simples, mas os adultos nem sempre estão aptos a responder.
Para entender melhor sobre o assunto sugerimos fazer um jogo de perguntas e respostas.
Qual é a diferença entre Sexo, Ato Sexual e Sexualidade?

Muitas vezes são confundidas por serem palavras parecidas, mas no contexto são muito diferentes, de acordo com o dicionário virtual temos as seguintes definições:
SEXO: Conjunto de características físicas e funcionais que distingue MASCULINO E FEMININO.
ATO SEXUAL: O ato sexual ou relação sexual é a denominação geral dada à fase em que dois animais com reprodução sexuada, mais especificamente o ser humano, realizam a acção física de junção dos seus órgãos sexuais.
SEXUALIDADE: é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta.
Como os bebes vão parar na barriga da mãe? E como eles saem de lá?
Quando um homem e uma mulher têm uma relação sexual, eles trocam carinhos e ficam bem juntinhos. Ele encaixa o pênis na vagina dela e os dois se abraçam. Então, acontece um momento especial: sai um líquido do pênis, o sêmen, com milhares de sementinhas, os espermatozoides. Eles entram no corpo da mulher pela vagina e formam um embrião. O embrião se desenvolve na barriga da mamãe e se transforma em um bebê.
Na fila do banco a menina coloca sua mãe em maus lençóis e diz: __Mamãe por que a saia daquela moça tem uma mancha vermelha? Ela se machucou?
O que fazer em uma situação dessas?
A mãe explica que é natural esse é o período que as meninas deixam de ser crianças para se tornarem mocinhas.
Vamos pensar: Imagine que você e a sua família estão em uma reunião religiosa em um daqueles momentos que todos estão em silêncio absoluto e nada discreto seu filho descobriu algo novo decidindo revelar a descoberta em alto em bom tom:
__ Papai, papai, o meu pipi está duro e grande não consigo fazer ele voltar ao normal?
E agora o que responder?
Existem várias formas de esclarecer, vamos ver um vídeo que talvez não seja o mais correto, mas o que acontece muito.

Intervenção
O que pode ser feito para que a sociedade deixe de ver a sexualidade infantil como um “tabu”, ou algo “sujo” que precise ser ou estar escondido nem trazer traumas as crianças?
Resposta 1.
Dar instrução qualificada aos pais para quando eles forem pegos nesta situação possam esclarecer todas as dúvidas de seus filhos sem necessitar delegar essa situação a terceiros como escola ou amizades que se destaquem por falta da presença dos pais.
A melhor saída é explicar com simplicidade de acordo com a faixa de etária da criança uma vez que de acordo os o site Instituto Crescer é Vida as instituições de educação não disponibilizam material para esse tema pois acredita-se que sobre o qual tem que vir primeiramente da família com segurança no relacionamento que exercem.
Resposta 2.
Deixar que as questões cresçam cada vez mais e fiquem insustentáveis pois a ausência de informação dos pais causam também a incapacidade das crianças de sanarem suas dúvidas dessa forma as crianças aprendem de maneira insatisfatória e erronia quando vão questionar e seus pais ou responsáveis cortam imediatamente a pergunta dizendo que com o tempo respondera essa questão quando tiver mais idade para entender sobre o assunto.
Conclusão :Priorização dos valores contam muito na hora de esclarecer e expor as dúvidas, não existe técnica correta nem única para ser falado neste tema em questão mas existe maneiras de falar que não sejam vulgares nem desrespeitosas podendo sanar as dúvidas neste tema para melhor crescimento e desenvolvimento intelecto da criança, visando que criança que tem curiosidade questiona e aprende muito mais que as outras e cabe a seus familiares ou tutores a responsabilidade de disponibilizar o saber de forma fácil e clara com simplicidade .
https://www.youtube.com/watch?v=1F-an-fZTXo  
( 00:01:28 min. ) Trechodo video : Sexualidade -Versão Resumida| Conversa com Criança | Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Faria.

Bibliografia

*Instituto Crescer é Vida. http://criancaevida.org.br/projeto/educacao-sexual/
* Site Saúde Plena
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/10/09/noticia_saudeplena,145860/masturbacao-infantil-e-a-descoberta-do-proprio-corpo.shtml *Trecho do fime: Sexo com Amor https://www.youtube.com/watch?v=7AtaZnviAwg ( do minuto 2:30 até 4:01 ) *Sexualidade -Versão Resumida| Conversa com Criança | Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Fariahttps://www.youtube.com/watch?v=1F-an-fZTXo
*Livro Infantil : Rastoin-Faugeron,Françoise, 1942 O Nascimento : como os bebês são feitos.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015


Especialistas explicam por que gênero e sexualidade devem ser discutidos nas escolasPromenino Fundação Telefônica

3 meses atrás


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Conheça a Fundação Telefônica

Crédito: Schantalao/Shutterstock

Por Pedro Ribeiro Nogueira, do Portal Aprendiz

Nas últimas semanas, com a aproximação do prazo para aprovação dos Planos Municipais de Educação em todo território nacional, as câmaras dos vereadores de diversas cidades brasileiras têm se transformado em um verdadeiro campo de batalha do ódio e da intolerância. Após longos processos de participação – que envolveram professores,organizações da sociedade civil e gestores públicos na tarefa de delinear prioridades para a próxima década – os Planos começaram a ser retalhados nas questões que se referem à gênero e sexualidade.



Em São Paulo, na semana passada, enquanto defensores dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e ativistas dos direitos das mulheres reivindicam que é papel da escola discutir gênero e sexualidade, fiéis portanto rosários, cruzes e faixas expressaram repúdio ao que foi qualificado como “ideologia de gênero”. Casos semelhantes também se deram em Bauru, Uberlândia, Curitiba, Campinas e em outras cidades brasileiras.

“Parece que estamos retrocedendo”, aponta em entrevista a educadora Maria de Fátima Zanin, que trabalha desde a década de 80 na rede pública de São Paulo. Professora na EMEI Vila Ema, ela acreditava que esses temas estavam avançando na sociedade. “Quando eu comecei, não se podia nem falar em divisão das tarefas domésticas de casa sem gerar protestos dos meninos. Discutir gênero é mostrar que pode existir igualdade e respeito na sociedade e na escola. E a gente perde muito tirando isso da escola, que é o lugar onde se formam diversas relações sociais”, lamenta a educadora.



As afirmações de Maria de Fátima são especialmente relevantes ao lembrarmos de Alex, 8 anos, morto em 2014 pelo próprio pai por gostar de lavar a louça e de dança do ventre. Franzino, Alex tomava surras constantes do pai que o mandava “andar que nem homem”. Não se sabe se Alex era homossexual, mas relatos de diversos familiares e vizinhos dão certeza de que seu pai era homofóbico. O irmão mais velho do garoto já havia sido rejeitado pelo pai, por não ser “másculo o suficiente”. Após um dos “corretivos”, o fígado de Alex se rompeu, ocasionando sua morte.

A violência deste caso é ainda mais trágica se pensarmos como ela poderia ter sido evitada: Alex vivia com o pai no Rio de Janeiro, porque sua mãe havia decidido não matriculá-lo na escola, com medo da reação dos outros estudantes ao jeito do filho. Ao sair de Mossoró (RN) para morar com o pai, a intolerância terminou por fazer mais uma vítima.

Por episódios como esse, causados pelo preconceito e ódio sistêmico que fomentam a ignorância, o obscurantismo e a violência, listamos sete razões que revelam porque a educação brasileira deve sim se preocupar com as questões de gênero e sexualidade:

1) Gênero, sexualidade e identidade de gênero não são criações ideológicas. Eles existem.

A discussão sobre gênero nas políticas educacionais parte de uma falácia cruel: a de que gênero, sexualidade e identidade de gênero são invenções ideológicas. Hoje em dia, é muito comum ver a desqualificação de determinadas visões de mundo como sendo “ideológicas”, ou seja, um ideário sem ancoragem na realidade.

Em resposta a essas afirmações, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) publicou o “Manifesto pela igualdade de gênero na educação: por uma escola democrática, inclusiva e sem censuras”, assinado por 113 pesquisadores e grupos de estudos, que pretende desmistificar esses argumentos. Confira abaixo alguns pontos:


“Ao contrário de “ideologias” ou “doutrinas” sustentadas pela fundamentação de crenças ou fé, o conceito de gênero está baseado em parâmetros científicos de produção de saberes sobre o mundo. Gênero, enquanto um conceito, identifica processos históricos e culturais que classificam e posicionam as pessoas a partir de uma relação sobre o que é entendido como feminino e masculino. É um operador que cria sentido para as diferenças percebidas em nossos corpos e articula pessoas, emoções, práticas e coisas dentro de uma estrutura de poder. E é, nesse sentido, que o conceito de gênero tem sido historicamente útil para que muitas pesquisas consigam identificar mecanismos de reprodução de desigualdades no contexto escolar (…)

Quando se reivindica, então, a noção de “igualdade de gênero” na educação, a demanda é por um sistema escolar inclusivo, que crie ações específicas de combate às discriminações e que não contribua para a reprodução das desigualdades que persistem em nossa sociedade. Falar em uma educação que promova a igualdade de gênero, entretanto, não significa anular as diferenças percebidas entre as pessoas (o que tem sido amplamente distorcido no debate público), mas garantir um espaço democrático onde tais diferenças não se desdobrem em desigualdades. Exigimos que o direito à educação seja garantido a qualquer cidadã ou cidadão brasileira/o e, para isso, políticas de combate às desigualdades de gênero precisam ser implementadas. (…)”.

Gisele Cristina, da organização Católicas pelo Direito de Decidir, no debate “Porque discutir gênero nas escolas”, que aconteceu na Câmara dos Vereadores de São Paulo, no dia 17/6, também rebateu as acusações de que gênero é uma ideologia. “É como se isso não fosse amparado por anos e anos de pesquisa, como se alguém tivesse olhado pra nossa sociedade e falado ‘ah, quero discutir gênero’. A realidade não é bonita, ela nos obriga a discutir isso, seria muito melhor se não precisássemos, mas é uma relação de poder que mata pessoas, que violenta mulheres, que subjuga milhões de brasileiras.”

2) Violência contra a mulher está generalizada na sociedade. E na escola também.

Em maio deste ano, uma menina de 12 anos foi estuprada dentro de uma escola na capital paulista por um menino de 14, com auxílio de dois outros meninos. Nas periferias dessa mesma capital, vídeos do Youtube e correntes de Whatsapp propagam as Top 10, um ranking no qual meninas são listadas e insultadas como “vadias, piranhas” e dezenas de outros adjetivos perversos. As afetadas por essa prática tentam muitas vezes ou suicídio ou abandonam suas rotinas escolares. Uma pesquisa recente da Agência É Nois revelou que 77% das meninas acreditam que o machismo impacta seu desenvolvimento.



Fora da escola, 48% das mulheres agredidas foram violentadas em suas residências, segundo dados do PNAD/IBGE de 2009, 3 em cada 5 mulheres relatam ter sofrido violência dentro de relacionamentos e 56% dos homens se reconhece como agressor em algum momento da vida. Em 2014, o Brasil recebeu 52.957 denúncias de violência contra a mulher. Na última década, cerca de 44 mil mulheres foram assassinadas no país. OMapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil mostra que os homicídios de mulheres aumentou 17,2% entre 2001 e 2011, ano em que 4,5 mil mulheres foram assassinadas no Brasil.

A enumeração acima é curta perto do tamanho da violência de gênero que atinge o país. A lista poderia crescer infinitamente. A escola, como espaço onde essa sociabilidade se forma e pode ser transformada, deve ficar alijada do debate de gênero e de como sua construção cultural contribui para o crescimento dessa violência?

3) O mesmo se dá com a violência homo/lesbo/transfóbica

Ser homossexual ou transsexual no Brasil é um martírio. Desde cedo, qualquer comportamento que fuja do que é considerado “normal” é tratado com desprezo, nojo, violência física e psicológica, como no caso do garoto Alex. Mas a violência vai além: em março deste ano, Peterson Ricardo de Oliveira, 14 anos, morreu após ser espancado em uma escola pública da Grande São Paulo. O motivo? Seus pais eram gays.

O Grupo Gay da Bahia (GGB), em seu relatório de 2013-2014, mostrou que um gay é morto a cada 28 horas no país – foram 312 assassinatos de pessoas sexualmente diversas em 2013. O relatório segue com mais dados chocantes:


“O Brasil confirma sua posição de primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de execuções de todo o planeta. Nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 15 assassinatos de travestis em 2011, enquanto no Brasil, foram executadas 128 “trans”.O risco, portanto, de uma trans ser assassinada no Brasil é 1.280% maior do que nos Estados Unidos.”

4) Violência de gênero e preconceito causam evasão escolar

“Quando estava na sétima série”, relata o ativista LGBT Bruno Maia, conhecido como Todd Tomorrow, no debate sobre Homofobia nas Escolas, “deixei de ir à escola para evitar a perseguição. Meus pais saíam de casa e eu dava voltas no quarteirão para evitar ir. Fui reprovado e só consegui voltar a estudar quando mudei de colégio”.

Ciente de que seu caso é um entre milhares, Maia não titubeia: é necessário termos Planos Municipais de Educação que enfrentem a discriminação e a evasão escolar de LGBTs. Entre populações trans, as taxas de evasão são ainda maiores, o que limita as opções de vida destes indivíduos, apartados dos estudos e do mercado de trabalho pelo preconceito.

“Discutir gênero na escola é conscientizar o outro da diversidade que nos constitui. Eu só tive oportunidade de voltar à escola mais de vinte anos depois graças ao Programa Transcidadania, da prefeitura de São Paulo, que vem lutando para tirar nós, travestis e transexuais, de uma situação de invisibilidade. Enfrentamos muitos preconceitos e, por isso, a maioria de nós se encontra em situação de prostituição. Hoje estou no caminho da educação, do trabalho, e sei, mais do que nunca, que o lugar da travesti não é na esquina, mas onde ela quiser estar”, ressalta a travesti Aline Marques.



A visão de Aline é compartilhada por Ester Lisboa, assistente social e coordenadora da Pastoral da Mulher e Justiça de Gênero do Conselho Latino-americano de Igrejas. “Os alunos e alunas que se reconhecem como trans são invisíveis nas escolas. Não são chamados pelo nome social e são forçados a deixar a escola. Mesmo assim, os professores e os educadores não se comovem. Por que as pessoas cis-gêneras têm garantido direito à vida e eles e elas não? Por que essa diferença? Isso precisa ser discutido para que possamos mudar essa realidade”, propõe.

5) Não discutir gênero vai contra diversos tratados internacionais assinados pelo Brasil

Bruno Maia listou, em debate na Câmara dos Vereadores de São Paulo, algumas das dezenas de conferências internacionais, tratados, convenções e acordos que estarão sendo negligenciados caso os Planos Municipais de Educação excluam os termos ligados à gênero:


“Um PME que contemple as discussões de gênero diz muito mais respeito às mulheres, que são 50% da população. Discutir gênero nas escolas significa questionar a violência contra a mulher e desconstruir a mentalidade machista. Questionar em sala de aula a razão delas terem salários menores e espaço reduzido nos parlamentos. [Questionar isso] é, inclusive, ir na direção de documentos internacionais para a promoção de direitos das mulheres que vai desde a Carta das Nações Unidasa Declaração dos Direitos Humanos, passando pela Convenção Interamericana sobre a Concessão dos Direitos Civis às Mulheres que outorgou às mulheres os mesmos direitos civis que gozam os homens, [negar o gênero] é passar por cima daConvenção sobre os Direitos Políticos da Mulher, de 1953, aConvenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1951, que dispõe sobre igualdade de remuneração entre gêneros, a Convenção da OIT de 1952 que versa sobre o amparo materno, a Convenção da OIT de 1958 que dispõe sobre a descriminação em matéria de emprego, a [resolução da]156 da OIT de 1981, que estende aos homens a responsabilidade sobre a família, a Convenção Americana de Direitos Humanos de São José, a Convenção Mundial de Mulheres da Cidade do México, que reconheceu o direito da mulher à integridade física, inclusive, à autonomia de decisão sobre o seu corpo e o direito à maternidade opcional, aConvenção para Eliminar Todas as Formas de Discriminação sobre a Mulher, de 79, assim como as conferências mundiais sobre a mulher de Copenhague e Nairóbi, de 80 e 85, também aConvenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, que aconteceu em Belem do Pará de 1994 e uma série de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em nome da igualdade de gênero. Ai você vê nessa Casa mulheres e meninas recrutadas em suas comunidades religiosas mostrando cartazes que dizem não ao gênero.”

6) O machismo impacta o aprendizado e a auto-percepção de meninos e meninas

A forma como os alunos são avaliados e percebidos pelos adultos impactam fortemente a percepção que têm de si. Embora diversos papéis de gênero sejam passados de geração em geração de maneira explícita, existem preconceitos invisíveis, currículos ocultos da educação. Um deles fomenta a ideia de que os meninos são mais talentosos para Exatas e serão melhores cientistas, engenheiros e técnicos de informática. Mas uma pesquisa recente, divulgada pelo The New York Times, ajuda a desconstruir este mito. Veja abaixo um trecho do texto do site Toda Criança Pode Aprender.


“Pensando sobre a origem dessa ausência feminina nas áreas de exatas, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv conduziram um experimento com 3 grupos de alunos, da 6ª série até o final da escolaridade. Cada aluno fez duas provas idênticas sobre uma série de matérias, e as provas foram corrigidas por 2 grupos de professores: um que sabia os nomes dos alunos (e, portanto, era capaz de deduzir o sexo deles) e um que corrigiu provas anônimas.

Enquanto as respostas dos alunos eram idênticas, as correções foram desiguais. O grupo de professores que sabia os nomes deu notas maiores aos meninos; a correção anônima, ao contrário, deu notas maiores para as meninas. Esse efeito, porém, só ocorreu com as provas de Matemática e Ciências – as avaliações de Inglês, por exemplo, tiveram correções parecidas.

A conclusão dos pesquisadores foi que, em Matemática e Ciências, os professores superestimaram as capacidades dos meninos e subestimaram as das meninas, e que isso produz um efeito duradouro. Quando estes grupos de alunos observados estavam próximo à formatura, poucas meninas demonstraram interesse pelas áreas de Ciências Exatas.”

Mas a desigualdade de gênero também impacta os meninos. Estudos mostram que o fracasso escolar e a evasão de jovens estão ligados a referenciais de masculinidades difundidos socialmente. “Uma identidade masculina baseada na agressividade e na indisciplina tem cada vez mais afastado os meninos dos bancos escolares (37,9% deles, segundo dados do IBGE em 2011), negando-lhes seu direito à educação e reproduzindo uma cultura da violência”, afirma carta publicada pela ABA.

Certa vez, o astrofísico Neil deGrasse Tyson, foi perguntando se existem diferenças genéticas entre meninos e meninas que impactam a presença de mulheres na academia e nos laboratórios. Confira abaixo a resposta que ele deu:

7) Preconceito não tem nada a ver com religião. Você é que está sendo intolerante.

“É preciso discutir gênero na educação principalmente pelo preconceito que as crianças sofrem em relação à sexualidade e ao machismo. As crianças que demonstram em sua identidade características não convencionais sofrem desde muito cedo, e os meninos também acabam por desenvolver ideias machistas desde cedo.”

A frase acima é do pastor José Barbosa Júnior. Para ele, “discutir gênero é uma luta pela dignidade humana e a entendemos como uma luta cristã”. Barbosa defende ainda que “essa questão deve estar acima de qualquer doutrina para que possamos garantir uma educação laica”.

Assim como Barbosa, colocamos nessa matéria falas de Ester Lisboa, que é anglicana e protestante, e Gisele Cristina, católica e feminista. Por trás da suposta rixa entre religiosos e ativistas feministas e LGBTs, as polêmicas recentes envolvendo a educação nos colocam reflexões essenciais: somos capazes, enquanto sociedade, de enfrentar nossos abismos? Somos capazes de acolher as pessoas que sofrem violências cotidianas? De criar um ambiente escolar capaz de olhar para os desafios de nosso tempo e propor outra sociabilidade, pautada pela solidariedade e pela empatia?

Como faremos para impedir que Alex, Lucas, Laura, Veronica, Cláudio, Izabelly, Sandoval, Gilmar, André, Kauane, Rafael e tantas outras e outros padeçam diariamente? Por que não começar desde cedo a desconstruir padrões que geram violência e exclusão? Essa é a pergunta que deixamos para os parlamentares de todo o país.

Dilma envia ao Congresso projeto que cria Registro Civil Nacional

Segundo TSE, objetivo é criar cartão que unirá todos os dados do cidadão.
Registro compõem programa de desburocratização do governo.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff enviou nesta quinta-feira (28) ao Congresso  projeto que cria o Registro Civil Nacional, espécie de cadastro único que deve reunir em um cartão todos os dados pessoais do cidadão. O envio do projeto ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto.
O registro faz parte do “Plano Bem Mais Simples Brasil”, lançado neste ano pelo governo federal com o objetivo de desburocratizar alguns setores, como o de micro e pequenas empresas. Hoje, se exige, em média, 20 documentos de cada cidadão que deseja abrir um empreendimento desse porte, segundo o governo.
Conforme o Tribunal Superior Eleitoral(TSE), órgão responsável por implementar o Registro Civil Nacional, o objetivo é unir em um cartão os dados pessoais do cidadão (como RG, CPF, Título de Eleitor, carteira de motorista, Certidão de Nascimento e passaporte).
De acordo com o TSE, a proposta é que os dados sejam armazenados em um cartão magnético, semelhante a um cartão bancário, com foto, nome e chip. Nesse chip, estariam todos os dados.
O tribunal informou que, “no primeiro momento”, os documentos impressos já existentes como CNH, passaporte e RG não serão substituídos, somente os dados de todos eles passariam a estar no cartão. A assessoria do órgão informou que a medida, se aprovada pelo Congresso Nacional,  não tem prazo previsto para a implementação.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente indagou aos presentes: “quem aqui não sonha em carregar apenas um documento em vez de ser obrigado a andar com vários na carteira ou na bolsa?”
 Em seguida, a presidente afirmou que é preciso “descomplicar” a vida das pessoas e a relação dos cidadãos com o Estado, representado hoje “nos diversos guichês”. No seu pronunciamento, que durou cerca de dez minutos, Dilma avaliou que o projeto enviado nesta quinta ao Congresso se resume em “parceria, tecnologia e cidadania”.
“É preciso descomplicar a vida das pessoas e tornar a relação das pessoas com o Estado mais simples, mais fácil e mais transparente. O Estado tem dever de ser mais eficiente, adotando os recursos tecnológicos disponíveis para atender bem o cidadão”, afirmou.
Ao falar sobre o encaminhamento do projeto ao Congresso Nacional, Dilma classificou a Câmara e o Senado como "cerne da vida democrática". "E o Congresso, certamente, analisará esta proposta de sugestão, apresentará suas sugestões e estou certa de que nos apoiará no desejo de inaugurar uma nova etapa na relação do Estado com as brasileiras e os brasileiros. Uma relação, sobretudo, que será bem mais simples", concluiu.
A cerimônia de envio do projeto ao Congresso Nacional ocorreu no Salão Leste do Palácio do Planalto. Entre os presentes, estavam o vice-presidente Michel Temer, os presidentes doSupremo Tribunal FederalRicardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, diversos ministros e o ex-presidente José Sarney.

Multiculturalismo; Bolivianos/ Colombianos. (Grupo 02)

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,colombianos-veem-brasil-como-refugio-inacessivel,138131

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/grande-sao-paulo-pode-ter-ate-500-mil-bolivianos-es0z58td2egmx78zzz8mk5npq


Multiculturalismo
IMIGRANTES BOLÍVIA / COLOMBIA
O Brasil é um país onde milhares de brasileiros partem para outros países em busca de melhores oportunidades.
Atualmente percebemos um número crescente de estrangeiros que escolhem o Brasil em busca de melhores condições de vida e oportunidades.
Apesar de essa imigração trazer para o Brasil um desenvolvimento em cultura, língua, econômica, social, força de trabalho, o Brasil não está preparado para esta realidade.
A sociedade brasileira ainda é uma sociedade preconceituosa, onde os imigrantes além de enfrentar a barreira da língua, da cultura, os imigrantes tem que lidar com o preconceito.
Como o processo burocrático é muito extenso, eles acabam por ficar em situação irregular no país, sem qualquer direito e condições de trabalho.


Novos Olhares Sobre a Imigração Boliviana.
Oswald M.S Truzzi – Doutor em ciências sociais pela Unicamp professor associado da Universidade Federal de São Paulo Carlos UFSCar.
Em seu artigo Truzzi aborda as diversas visões de outros teóricos que estão realacionados a essa questão. Alguns deles são:
A autora Rosana Baeninger da Unicamp de Campinas; que por sua vez escreveu até um livro abordando o assunto (Imigrantes bolivianos no Brasil).
Segundo Rosana Baeninger, os imigrantes Bolivianos estão cada vez mais se dirigindo ao Brasil, e um dos lugares em que pode se notar essa migração é a capital paulistana, ela afirma que os mesmos vem em busca de uma vida melhor em meio as adversidades que encontram nos seus países, por tanto o fluxo de imigrantes não para de crescer no Brasil.
Quando os imigrantes chegam ao Brasil, não é totalmente o que esperavam a realidade é outra.  Sidney Silva outro técnico, um dos pioneiros nos estudos sobre imigrantes bolivianos em São Paulo, relata que os imigrantes sofrem por vários problemas com preconceito e as diferenças culturais de maneira que são vivenciados pela sociedade inclusiva. Dominique Vidal é um pesquisador do assunto, comenta que em bairros centrais de São Paulo é comum de se ver a grande presença de bolivianos que praticam o trabalho escravo, que vão se ampliando em setores de confecções que vão se constituindo em São Paulo.
Quatro estudantes bolivianos da Unicamp são a base de analise da analista Debora Mazza, que conclui em sua analise a respeito do tema, varias situações a serem superadas, algumas delas, como a língua a cultura e o preconceito, dificuldades enfrentadas pelos estudantes e por todos os imigrantes que vem para o Brasil. No caso destes estudantes a situação é bastante complicada, pois estão estudando em um país aonde não dominam o idioma se tornado difícil ter uma perspectiva de vida futura promissora, a realidade é bem diferente da expectativa do futuro.
Esses teóricos apontam a realidade dos imigrantes que migram de seu país de origem, em busca de uma vida melhor. Realidade esta que nós brasileiros podemos até presenciar e nos colocar de forma imparcial, mas é preciso reconhecer que a migração é uma atividade também nacional, temos está conduta também dentro do nosso próprio país, aqui mesmo em São Paulo é possível notar a presença de pessoas de varias regiões do país.
Portanto não importa de onde você vem o importante é reconhecer que o ser humano e sua origem merecem respeito.

Obs: Segue  comentário das noticias e síntese do artigo pesquisado, anexados como texto após o links respectivos".


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Indianismo G8


Galeria Olido enfoca cultura indígena com programação temática

Secretaria Municipal da Cultura


Mostra de cinema, exposição e outras atividades integram o projeto 'Agosto Indígena', que se estende até dia 19

Entre os dias 5 e 19, a Galeria Olido recebe o projeto Agosto Indígena que reúne mostra de cinema no Cine Olido, com ingresso a R$ 1, e exposição no primeiro andar, com entrada franca.

Os curtas e longas-metragens selecionados são ficcionais e documentários, boa parte deles tem direção de cineastas indígenas. As exibições são seguidas por debates com diretores, ativistas, realizadores e pesquisadores. A programação inclui também a exposição “Nhande kuery São Paulo Pygua - Os guarani da cidade de São Paulo”, que apresenta fotografias, vídeos e objetos tradicionais.

A iniciativa é umas das ações do Programa Aldeias, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), que promoveu diversos trabalhos de valorização cultural e fortalecimento político nas aldeias Guarani da Terra Indígena Jaraguá (zona norte) e da Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros (zona sul).

Confira a programação da Mostra Agosto Indígena
De 05 a 19 de agosto
Ingressos: R$ 1,00 (inteira) / R$ 0,50 (meia)

Em comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado no dia 09 de agosto, a Galeria Olido realiza a "1a Mostra Agosto Indígena no Cine Olido". Serão exibidos 27 filmes explorando a diversidade cultural dos povos indígenas no Brasil, sob suas diferentes perspectivas, com ênfase na luta pelos direitos territoriais, a produção de cineastas indígenas e na relação entre esses e outros parceiros não indígenas. Além disso, o evento celebra a existências de duas terras indígenas do povo Guarani no município.

PROGRAMA GUARANI MBYA DE SP – NHANDEKUERY SÃO PAULO PYGUA

SOBRE AQUELE QUE QUASE SE TRANSFORMOU - OJEPOTA RAI VA'E REGUA, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porá
Brasil, 2012, 14min, Projeção Digital
Um jovem recém-casado vai constantemente à mata olhar suas armadilhas, até que um dia encontra sua cunhada, irmã mais nova de sua mulher. Curta-metragem realizado durante oficinas de formação audiovisual na aldeia guarani Tenonde Porã.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

CESTARIA GUARANI - AJAKA PARA REGUA, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porã
Brasil, 2011, 15min, Projeção Digital
Pequeno documentário sobre os saberes artesanais guarani relacionados ao ajaka, cesto guarani que tem a taquara como matéria-prima. O filme traz imagens das oficinas de fortalecimento dessa prática e entrevistas com os participantes.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

A DANÇA DOS XONDARO – XONDARO HA’E GUI XONDARIA JEROKY, realizado por aldeia tekoa Tenonde Porá
Brasil, 2011, 15min, Projeção Digital
Projeto de fortalecimento da dança “Xondaro”, realizado pela aldeia guarani Tenonde Porã em parceria com a aldeia Rio Silveira.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

SEMENTES TRADICIONAL – NHANHOTY, realizado por Programa Aldeias
Brasil, 2011, 5min, Projeção Digital
Nhanhoty – Semente Tradicional Guarani é o registro de um projeto realizado pela comunidade Guarani Mbya das aldeias Tenonde Porã e Kalipety, na cidade de São Paulo
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

FORTALECENDO NOSSA CASA DE REZA - NHAMOMBARAETE NHANDE ROPY'I, Programa Aldeias
Brasil, 2015, 10min, Projeção Digital
Filme demonstra a importância do fumo de corda – Petỹ – que é parte essencial da cultura Guarani Mbya, usado principalmente na Casa de rezas. Através da fumaça, os xeramõi kuery se comunicam com os Nhanderu kuery (divindades) quando realizam os rituais sagrados de cura, consagração, batismo, danças e cantos
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

O CONTO DA CORUJA - URU KURE’A, realizado por Grupo de audiovisual de Tenonde Porã
Brasil, 2010, 13min, Projeção Digital
A história da coruja, um conto típico da cultura guarani, revela a cosmogonia e a ética de respeito entre os homens, os espíritos e a mata.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

MANOÁ – A LENDA DAS QUEIXADAS, de José Alberto Mendes
Brasil, 2002, 20min
Djekupe, jovem pai guarani, resolve caçar mesmo contra os protestos de sua mulher. No interior da mata, encontra três índias que prometem levá-lo à terra onde nada perece: yvy marã e’y.
| Dia 05.08, 17h
| Dia 07.08, 17h

SERRAS DA DESORDEM, de Andrea Tonacci
Brasil, 2006, 135min, 35mm.
Carapirú é um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial.
| Dia 06.08, 15h
| Dia 13.08, 15h

O MESTRE E O DIVINO
Brasil, 2013, 85min
Dois cineastas retratam a vida na aldeia e na missão de Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário Alemão, que logo depois do contato com os índios, em 1957 começa a filmar com sua câmera Super-8; e Divino Tserewahu, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90.
| Dia 06.08, 17h
| Dia 02.08, 17h

PROGRAMA CINEASTAS INDÍGENAS II:

SHOMÕTSI, de Wewito Piyãko
Brasil, 2001, 42min
Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashenika da fronteira do Brasil com o Peru. Professor e um dos videoastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio turrão e divertido
| Dia 07.08, 15h
| Dia 14.08, 19h

BICICLETAS DE NHANDERU, de Patrícia Ferreira
Brasil, 2011, 48min, Projeção Digital
Uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.
| Dia 07.08, 15h
| Dia 14.08, 19h

PROGRAMA LUTA PELA TERRA:

AGUYJEVETE PARA QUEM LUTA!, realizado por Comissão Guarani Yvyrupa / Coletivo ReVira-Lata
Brasil, 2014, 31min, Projeção Digital
Pequena coletânea de vídeo-manifestos e documentários dos atos políticos realizados pelos Guarani no último ano em São Paulo.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

O RETORNO DA TERRA TUPINAMBÁ, de Daniela Alarcon
Brasil, 2015, 24min, Projeção Digital
O filme documenta a luta pelas terras tupinambás, localizadas na região Sul do Estado da Bahia, em 2010. Estas terras haviam sido tomadas por fazendeiros no auge da produção do cacau, com o coronelismo no Nordeste Brasileiro.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

FLOR BRILHANTE E AS CICATRIZES DA PEDRA, de Jade Rainho
Brasil, 2012, 28min
Flor Brilhante é a matriarca de uma família indígena de rezadores Guarani-Kaiowá que vive na reserva de Dourados-MS, cerceados de seu modo de viver originário, tentam sobreviver preservando conhecimentos e hábitos da cultura dos antigos, enquanto convivem com os efeitos e mazelas causados pelas explosões continuas de uma usina de asfalto, que dinamita e explora uma pedra sagrada no território da aldeia há mais de 40 anos.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

À SOMBRA DE UM DELIRIO VERDE, de Cristiano Navarro
Brasil, 2011, 29min
Filme denúncia o impacto do agronegócio de cana sobre as terras kaiowa e guarani.
| Dia 07.08, 19h
| Dia 15.08, 19h

PROGRAMA OLHARES COMPARTILHADOS:

O ESPÍRITO DA TV, de Vincent Carelli
Brasil, 1990, 18min
As emoções e reflexões dos índios Waiãpi ao verem, pela primeira vez, a sua própria imagem e a de outros grupos indígenas num aparelho de televisão.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

A ARCA DE ZO’É, de Vincent Carelli
Brasil, 1993, 22min
Os índios Waiãpi, que conheceram a tribo Zo’é através de imagens em vídeo, decidem ir ao encontro destes índios recém contactados no norte do Pará e documentá-los.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

MBRAKA A PALAVRA QUE AGE, de Edgar Teodoro da Cunha
Brasil, 2010, 26min, Projeção Digital
A partir de entrevistas com os xamãs nhanderu, e de registros dos seus cantos, danças e cerimônias, o filme aborda o universo dos cantos xamânicos por meio dos aspectos performáticos da palavra.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

KUSIWARÃ - AS MARCAS E CRIATURAS DE COBRA GRANDE, de Domimique Galloise e Gianni Puzzo
Brasil, 2010, 26min
O documentário trata das formas de criação e recriação dos padrões gráficos que constituem um dos saberes valiosos apropriados pelos Wajãpi em seus contatos com os donos da água e da floresta.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

JEPEA’YTA – A LENHA PRINCIPAL, de Gilmar Galache e Nataly Foscaches
Brasil, 2012, 24min, Projeção Digital
Jepea`yta - A lenha principal" traz à tona a discussão sobre as experiências de aprendizagem e apropriação das novas tecnologias pelos realizadores indígenas, as frustrações dos projetos sem uma continuidade garantida e os mecanismos de resistência das comunidades atingidas.
| Dia 08.08, 15h
| Dia 12.08, 15h

A NAÇÃO QUE NÃO ESPEROU POR DEUS, de Lucia Murat
(1h 29 min)
Brasil, 2015, 119min
O filme registrar o impacto provocado na reserva kadiwéu pela chegada da eletricidade e com ela a televisão e mostra a luta da comunidade pela retomada de suas terras, invadidas por pecuaristas.
| Dia 09.08, 15h

AS HIPER MULHERES
Brasil, 2011, 80min
Com receio que sua esposa já idosa venha a falecer, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.
| Dia 09.08, 17h
| Dia 12.08, 19h

TERRA VERMELHA, de Marcos Bechis
BRA/ITA, 2008, 108min, DVD
Baseado em fatos reais o filme narra a história de uma comunidade indígena que, após o suicídio de duas meninas, decidem recuperar a terra que foi dominada por fazendeiros na região.
| Dia 11.08, 15h

CINEASTAS INDÍGENAS I:

SHUKU SHUKUWE - A VIDA PARA SEMPRE, de Agostinho Manduca Mateus
Brasil, 2012, 43min
Por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe, a vida é para sempre. Ouviram as árvores, as cobras, os caranguejos. Ouviram todos os seres que trocam suas peles e cascas. Por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe. Mas a inocente não soube ouvi-lo em silêncio. E a vida se tornou breve.
| Dia 14.08, 15h

PI’ÕNHITSI, MULHERES XAVANTE SEM NOME, de Divino Tserewahú
Brasil, 2009, 56min
Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização desta festa.
| Dia 14.08, 15h

GUAIRAKA’I JÁ – O DONO DA LONTRA
Brasil, 2012,11min
Segundo os Guarani-Mbya, todos os seres que habitam este mundo têm algum espírito-dono que zela por eles, inclusive os animais de caça. Alguns desses "donos" podem ser especialmente vingativos, caso se sintam desrespeitados.
| Dia 14.08, 15h

O RETORNO DA TERRA TUPINAMBÁ, de Daniela Alarcon
Brasil, 2015, 25min
Há dez anos, os Tupinambá esperam a conclusão do processo de demarcação de sua terra. Nesse quadro, vêm realizando ações coletivas conhecidas como retomadas de terras, recuperando numerosas áreas no interior de seu território que estavam em posse de não-indígenas. Por essa razão, têm sido alvos de criminalização e ataques violentos, tanto por parte do Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à garantia de seus direitos.
| Dia 18.08, 15h

CORUMBIARA, de Vincent Carelli
Brasil, 2009, 90min. Com Vincente Carelli e Marcelo Santos
Por mais de 20 anos, antropólogo Marcelo Santos e cineasta Vincent Carelli buscam evidências para incriminar fazendeiros pelo massacre da tribo Corumbiara na região de Rondônia.
| Dia 19.08, 14h