Grupo 10-Negritude Social
Emicida denuncia racismo de taxista em São Paulo: ''todos sabem como se tratam os pretos''
Após tarde repleta de encontros com fãs, rapper teve dificuldades de conseguir motorista disposto a aceitar dois negros como passageiros.
NOTÍCIA
Divirta-se - Estado de Minas Publicação:22/07/2015 18:09Atualização:22/07/2015 18:24

Semanas depois de lançar sua abordagem visceral do racismo no Brasil com o clipe de 'Boa esperança', Emicida voltou a tratar do assunto em postagem confessional no Facebook. Na tarde desta terça-feira, 21, o rapper paulistano contou na rede social que um taxista recusou-se a viajar com ele e um amigo, também negro, a bordo. "Entramos e sentamos no banco traseiro, ele nem liga o carro, vira e diz que não podem ir duas pessoas no banco traseiro", relatou.
A discriminação implícita é contrastada pela popularidade do músico, que conta ter atendido diversos fãs entre as tentativas de conseguir um táxi. "O taxista não era fã de rap. No final, a gente era só dois pretinhos e como Gil e Caetano cantaram em 'Haiti', todos sabem como se tratam os pretos", observou. A pratica o artista afirma, é rotineira.
No mesmo dia, a funcionária de uma casa lotérica havia se incomodado com o fato do amigo de Emicida estar usando boné dentro do estabelecimento. "Havia outras três pessoas de boné na lotérica, comigo quatro, e quem adivinhar a diferença entre elas e o Djose ganha um brinde. Sem novidade", comentou o artista.
Esse tipo de racismo deveria acabar, tanta luta e nenhum progresso...
ResponderExcluirMesmo que a mídia ajuda. sempre terá um preconceito com negros, latinos, índios... Até quando vamos suportar esses tipo de racismo...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO racismo ainda é muito forte em nosso país. Mesmo com o discurso que não, muitas pessoas que dizem não ser racistas acaba mostrando o contrário em suas atitudes, pois o racismo está enraizado na pessoa, na maioria das vezes o preconceito foi plantando na infância. Atitudes como essa relatada pelo rapper infelizmente é comum no nosso cotidiano, existe uma segregação velada em nossa sociedade e isso reflete nas atitudes das pessoas.
ResponderExcluirO racismo ainda é muito forte em nosso país. Mesmo com o discurso que não, muitas pessoas que dizem não ser racistas acaba mostrando o contrário em suas atitudes, pois o racismo está enraizado na pessoa, na maioria das vezes o preconceito foi plantando na infância. Atitudes como essa relatada pelo rapper infelizmente é comum no nosso cotidiano, existe uma segregação velada em nossa sociedade e isso reflete nas atitudes das pessoas.
ResponderExcluirSabemos que, o racismo é uma maneira covarde de discriminar alguém baseado na cor da sua pele, a intencionalidade é a nulidade dos direitos humanos das pessoas discriminadas.
ResponderExcluirÉ importante lembrar que a discriminação racial normalmente é confundida com o racismo, ambos se diferem, pois o racismo é uma ideologia baseado na superioridade racial, enquanto a discriminação tem como objetivo garantir a igualdade das pessoas afetadas.
Vemos na reportagem que em qualquer classe social presenciamos o racismo, embora como se trata de uma pessoa pública a forma demonstrada não foi explicita, porém, deixou-se subentendida o preconceito pela pessoa negra.
O filosofo e doutor em educação Mario Sergio Cortella, afirma que todo preconceituoso é covarde. O ofendido Precisa compreende isso. O preconceito tem duas fontes: A covardia e a Tolice. O intolerante em relação à etnia, cor da pele, orientação sexual, religião e extrato econômico tem medo de ser o que é. Ele só se eleva quando rebaixa o outro, necessita ver que o outro não serve e não presta para ele valer alguma coisa, é um fraco que teme aquele que não é igual e se sente ameaçado por ele. Além disso, ser preconceituoso é ser burro e tonto.
Assim o doutor em educação, resume em sabias palavras que o preconceituoso é um doente, pois acredita que a cor da pele pode elevar ou diminuir um ser humano só pode ser algo doentio e um desvio de caráter.
Luiz Fernando Veríssimo em sua crônica “Racismo” participa da mesma ideia a que confirma na seguinte fala:” o preconceito é um sentimento fruto de um condicionamento cultural ou de uma deformação cultural, mas sempre incorrigível. Não se legisla sobre sentimentos, não se muda um habito de pensamento ou convicção mudada por decreto.”.
Não acreditamos como afirma Veríssimo que não possa existir cura para o preconceito, sabemos da dificuldade em modificar uma cultura, mas essa dificuldade não pode desmotivar uma luta por uma sociedade a qual, o respeito e o amor ao próximo sejam aplicados.